domingo, 27 de setembro de 2015

O Sexo Comanda a Vida - Vertentes, Conceitos e Analogias

Falar sobre sexo é sempre um factor de risco. Pode-se falar de tudo e esse tudo, para muitos é sempre suave e para outros é uma palavra agressiva, quase tabu.

O ser humano, na forma mais ampla o homem, e mais pacata e recôndita a mulher, quando na génese adulta, pensam, imaginam, são na essência sexual, perfeitos “animais”, nos instintos, desejos, vontades, e até, uns mais dissimulados que outros, nos comportamentais.

O adulto vive em função da influência dos desejos da carne. É o sexo que nos move, nos orienta, nos estimula. Temos vontades que reprimimos, mas que germinam e vivem no nosso pensamento em cada segundo que vivemos. A nossa cabeça é sexo, sexo, e depois do sexo… sexo.

O sexo nos tempos mais remotos era visto como motor de reprodução. Nada mais que isso. O Homem como sendo dotado de inteligência com o passar dos tempos foi-se humanizando - antes era mais animalesco na questão sexual – acabando por transformar o sexo numa prática mais poderosa, ou seja, mais como gozo e libertação da mente, do que propriamente do sentido procriação.

Não existe tema mais forte que leve o ser humano a perder as estribeiras numa questão educacional do que pensar ( ou fazer) sexo.

Durante o ato sexual dizem-se coisas que normalmente - recorrência de uma conversa de generalidades - nunca se diriam. Palavras soltas, berros animalescos, palavras consideradas ordinárias, morde-se, chupam-se os corpos até fazer as chamadas Negras, ou seja, o papel mais animal do homem/mulher revela-se, numa génese mais profunda e descomplexa, durante o ato sexual.

O sexo sempre existiu ao longo dos séculos. Infelizmente, muitas religiões e outros sistemas responsáveis, têm no decorrer dos tempos, destinado ao sexo, um papel algo de princípio proibitivo, negativo, algo que o ser humano, por o praticar, se devesse envergonhar. Tudo é discutível. O sexo não é excepção à regra.

As prostitutas fizeram do sexo, arma de trabalho, de onde retiram o seu sustento e o sustento de muitos e variados vícios. Ou seja, o sexo na sua vertente mais negativa.

Cada ser humano pensa e/ou tem a sua opinião sobre o sexo. A verdade é que o sexo deixou de ser uma prática a realizar por homem/mulher, na questão da procriação, para ser libertado das amarras desse conceito para se tornar mais amplo no sentido do prazer, autonomia mental, explosão do corpo na matéria de libertação da carne, numa questão nervosa. 
Hoje em dia o sexo é praticado numa génese mais animalesca, embora escondida dos olhares comuns, mas existente na realidade da vida. 

Homens com homens, mulheres com mulheres, trios diversos, swings de troca de casais, ou singulares, fazem da palavra/prática sexo, na opinião de alguns, algo de menos nobre, mas que é aceite por uma certa parte da sociedade como um tema próprio da evolução da génese humana em todas as suas vertentes.

Errado ou não, será para cada ser pensante, uma verdade que o próprio terá, ainda que, porventura a realize como um pouco do extracto de vivência e não como um desejo de rumo na sua própria vivência comportamental, de futuro, numa questão sexual, quiçá familiar. Essa será outra faceta do próprio sexo que nem todos gostam de seguir, ou admitem seguir.

Mesmo vivendo actualmente numa época mais liberal em que a diversidade sexual, como atrás escrevi, é uma inegável realidade, e até sendo  respeitada a liberdade sexual, essa é despertada pelas opiniões mais comuns – não que para si as queiram ou desejem – existe ainda um padrão de aprisionamento no que concerne à liberdade sexual de cada um. O que para uns é bem feito, para outros, mesmo sendo igual, já não o é.

O sexo hoje, numa liberdade mais ampla, serve para tudo. É uma máquina infernal e demolidora, que aprisiona as mentes humanas, estando presente em cada momento da sua vida. Nos empregos, nos transportes públicos, nas festas com amigos ou não, nos encontros ocasionais, nas redes sociais, e em tantos e tantos lugares análogos. O sexo comanda o comportamento humano. O resto é palavra vã de convencionado próprio ou de outro, alguém.

Perante o tema sexo vive-se, diariamente, nos mais diversos e comuns lugares, a chantagem emocional, a traição, o assédio, a liberdade corporal, entre outros comportamentos análogos. Pelo sexo perde-se o respeito pela pessoa que connosco vive, seja casado, namorado, ou outro.

Fazer amor pode/deve ser feito com sexo ou sem sexo. Como em igual partilha existe sexo sem amor. Dizer que não é assim, é pensar diferente que deve ser respeitado, mas que não será convencional para todas as mentes. Existe sexo, vive-se o sexo, o sexo comanda a vida. 
Penso eu de que…   

7 comentários:

  1. Excelente texto, nem me atrevo a dizer mais nada...Está muito completo!! Parabéns...Adorei

    O Sexo é tal e qual o sonho....Comandando a vida.

    Bjos para ti.

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  2. O sexo não comanda a vida, mas alguns são comandados pelo sexo isso sim.

    Para alguns sexo com amor é o auge, para alguns o amor não se recusa e para algumas pessoas não existe entrega do corpo sem Amor, mas como é óbvio são tendências em desuso.

    O sexo pelo sexo, para alguns, é um vazio emocional, para outros tudo o que os preenche.

    Somos todos diferentes, mas tenho a certeza que o sexo não comanda a vida, muito menos é tudo na vida...porque se fosse, não existiriam relações sérias, nem compromisso.

    O sexo é o consolo de quem não encontra o amor. Aqueles que sabem o que é o amor, olham para o sexo pelo sexo e percebem o quanto vale...melhor do que aqueles que nunca souberam o que é o amor com alguém que nos ama de volta.

    Sexo? Já fiz muito...e nada como o sexo com aquela pessoa especial...vão por mim, ser animal é bem melhor assim.

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  3. Maravilhoso texto parabéns ao seu autor.

    Bjnhus

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  4. O sexo tem muito que se lhe diga... Adoro, mas tem de ser feito com amor., e não apenas sexo por sexo. Se não sinto nada pela pessoa, não tenho prazer no sexo.

    Adorei este texto...Muito bem elaborado.
    Parabéns

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  5. Nuno Filipe...
    Belo teor jornalístico do post....
    Falar de sexo é uma delícia....fazer melhor ainda...

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  6. Parabéns ao autor do texto que soube enaltecer a essencia do sexo. Muito bom mesmo e concordo!

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  7. Não faço mais porque desisti de achar o amante perfeito! Sexo me dá preguiça, mas gosto de blogs com teor erótico!

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